Quem não sabe escrever, desenha

Sobre Mascotes, ou por que não Maurício?

O comitê organizador da Rio 2016 anunciou recentemente a abertura do edital para a criação e, por fim, escolha dos mascotes para os jogos olímpicos e paralímpicos (eu tenho certeza que antigamente se chamava paraolímpico, mas enfim).

O processo todo parece bem aberto, ainda que aparentemente destinado apenas a agências de design, propaganda e afins com comprovada experiência em mascotes (?), o que é compreensível, haja vista que não basta desenhar um mascote, ele provavelmente vai ter que ser animado, além de ter que meio que ser capaz de realizar ou se integrar às trocentas modalidades do evento.

OK.

Qualquer que venha a ser o tal mascote, ele provavelmente será usado à exaustão em diversas campanhas pra vender desde alimentos infantis à cerveja.

Ainda OK.

Este será divulgado em 2014, o que significa que até lá seremos bombardeado pelo outro mascote, aquele tão querido tatu-bola da copa de 2014.

Amijubi? Fuleco? Zuzeco?

Amijubi? Fuleco? Zuzeco? Por quê, meu Deus?

Como com relação à copa o estrago já está feito, vamos ao mascote das olimpíadas e, sem mais delongas,

PRA QUÊ EDITAL? POR QUE NÃO SIMPLESMENTE CONVIDAM O MAURÍCIO DE SOUZA?!?!?!?!?

E, sim, eu sou ilustrador. Eu, sem dúvida, adoraria participar da criação do mascote (aceito encomendas para a sua padaria ou seu clube de bridge) e entendo que tem seu valor abrir espaço para novos criadores – principalmente levando-se em conta a brilhante geração de ilustradores e quadrinistas do Brasil hoje em dia – mas por que não valorizar um dos maiores ilustradores brasileiros, criador de personagens que acompanharam a infância (e a vida) de pelo menos 3 gerações nossas desde a criação da Mônica em 1963?

Primeira tirinha da Mônica

Primeira tirinha da Mônica, embolachando o Cebolinha, desde 1963

Sim, reza a lenda que o Maurício não é exatamente um santo  (e deu uma copiada de leve no Osamu Tezuka) mas,  peralá, o cara é dono de uma empresa que gera conteúdo mensal há 50 anos num mercado praticamente inexistente! É relativamente natural que se tenham alguns cadáveres no armário.

Mas é inegável seu talento, assim como é inegável a distinta qualidade do seu traço, capaz de, qualquer que seja o personagem, remeter a um conforto quase infantil a praticamente todos nós.

Teveluisão (como, eu disse, qualquer personagem)

Teveluisão (como, eu disse, qualquer personagem)

eu tinha medo disso

Ok, eu tinha medo disso

AAAAAAAAAAAHHHHHH!!!

AAAAAAAAAAAHHHHHH!!!

hehehe…

Mascotes de grandes eventos podem ser inesquecíveis, podem ser irritantes, ou simplesmente irrelevantes.

Podem também ser altamente identificáveis com o país, gerando imensa simpatia tanto nacional quanto internacionalmente.

Mas, para o bem ou para o mal, ele vai estar aí nos próximos anos. O nosso mascote podia pelo menos ser bom, né?

P.S.: Depois de falar com uns amigos, acho legal deixar claro: Eu gosto da idéia de usar o Tatu-bola… já o resultado…

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Este post foi publicado em 15/11/2012 às 12:35. Ele está arquivado em Sem categoria e marcado , , , , , , , , , . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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