Quem não sabe escrever, desenha

Britadeira

Eu sempre achei a britadeira uma máquina fascinante.

Ela não é um gadget, não é eletrônica, equipamento ou coisa do gênero. Nem é moderna, parecendo inclusive que parou no tempo. Não usa microondas, infravermelho ou qualquer coisa dessa modernidade esotérica que te aliena quase que automaticamente.

É uma simples máquina no seu sentido mais puro. Um troço de ferro movido a vapor que abre um buraco no chão só com a perseverança de bater e ficar batendo. Steampunk. Literalmente steampunk. Carrega consigo algo de expansão pro oeste, construção de ferrovia, de desbravar, mesmo. Freud deve ter escrito algo a respeito.

O próprio nome também é fascinante, um nome que você percebe que foi concebido em uma época mais inocente. Bri-ta-dei-ra. O que é brita? É um aparelho que faz brita? Existe um verbo britar? Se fosse inventada hoje seria chamada de quê? i-brit? (Tivesse ela nascido nos anos 80 certamente se chamaria algo como Devastator 3000).

Fascinante mesmo.

E são ótimos despertadores.
Como hoje, por exemplo.

Bitch.

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Esta entrada foi publicada em 11/11/2010 às 10:33 e está arquivada sob Sem categoria. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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