Quem não sabe escrever, desenha

Breve intervenção do homem-genérico

Pô, coé?

Aí, prazerzão, sô o Zé, vem sempre aqui? Pô, eu curto bastante, mas nunca te vi na área, tá bem frequentada a parada!

Sô muito de escrevê não, só curto trocá uma idéia no msn, mas, pô,  fiquei bolado com essa parada do pau mole que a mulé falô aí embaixo. Pô, gostá de pau mole? É pq não me conhece, hehe. Dô um trato nessaê e ela vai engolir o que disse. Cuspir é vacilo, falou? O Zézão num curte.

Pô, num güento mulé assim, que tira onda de zoá cas muderna. Bando di mau-amada. Curti a que diz que dá a bundinha, independente, na moral! Que gosta da pegada! Deve sê dizáine! Me amarro em dizáine! Altenativinha irada! Mulé assim qué bão! Durmaté di conchinha! Presento até pra galera, ando de mão dada e tudo, aê!

Sei não, saca? A parada de mostrá pá galera é foda. Neguinho urubuzando, fico logo bolado. Melhó deixá quéto. Semana que vem eu ligo pá ela. Senão fica se achando. Que será que tá passanu no sexy hot?

– Fim da Breve intervenção do homem-genérico –

Foda. Na boa, li esse post (Fernando Tucori, não faço idéia de quem seja, achei através do Roney, mas ecôo suas palavras) e tô com essa parada na cabeça… Sério, não existe o que eu escreva aqui que exprima melhor minha sensação do que o que o cara escreveu. Mas ainda assim tento…

Dá pra imaginar quantas vezes um cara ouve a frase “Homem é tudo …(insira aqui a característica que visa menosprezar o gênero)”.

Posso não ser santo. Não sou. Fato. Longe disso. Mas, na boa… o Zé aí em cima é tão comum que absolutamente me priva do direito de reclamar. Reproduzo trecho do post:

Eu, por exemplo, tô cansado de ser tratado como “homem-genérico”, sabe?
É por causa de pessoas como você que eu não posso me aproximar de mulher alguma sem que ela espere de mim alguma barbaridade típica de pessoas como você.
E uma cagada sua reverbera em três gerações pelo menos. Porque ela vai contar o que você fez pras filhas e dizer “cuidado” no final.
E as filhas dela vão lembrar disso e, quando tiverem filhas, vão dizer a mesma coisa, com o mesmo “cuidado” no final.

Sinto que falta uma conclusão… precisa?

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Este post foi publicado em 03/02/2009 às 04:58. Ele está arquivado em crônica sobre nada, Generic post e marcado , . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

3 opiniões sobre “Breve intervenção do homem-genérico

  1. Oi Damm! É um prazer ser citado no seu blog!

    Dei uma clicada no seu portfólio ali em cima à direita e seu trabalho está realmente brilhante!

    Quanto ao homem genérico acho que estamos diante de tempos de transição. Já não dá mais para aceitar essa “coisificação” das pessoas. O próprio homem genérico certamente não existe. Ele é meramente o fruto da espectativa que a gente tem do que vai nos fazer ser aceitos por nossos grupos.

    O cara que apertou a bunda da moça vestida de coelhinha pode até ser um cara legal, mas vive em um grupo onde o velho machismo ainda é visto como vantagem social…

    A revolta generalizada, até de quem minutos antes dizia que a moça devia ser uma pessoa sem inteligência e vazia, demonstra que esses preconceitos já estão incomodando. Ainda bem!

    • marcelodamm em disse:

      Oi Roney! Eu que agradeço a visita, tanto ao blog quanto ao meu porfólio. Obrigado mesmo.

      Concordar discordando é uma pataquada, mas não sou muito seguro dessa transição a que você se refere. Seres pensantes sempre houveram, mas a irracionalidade tem uma forte tendência a ser a regra. Vejo sim, uma mudança, essa revolta é um exemplo, mas ao mesmo tempo vejo o ato do cara como um indício de algo muito preocupante. Essa eterna adultescência, uma infantilização de quem deveria hoje estar já “guiando” o mundo.

      Eu me vejo assim. Sou um cara relativamente mundano, hábitos que tendem ao simples e que reconheço uma dificuldade entre o Marcelo pensante e o Marcelo descrente, sem ideologias nem planos que eu sou. Um niilista diante de um espelho mágico, de um espelho trágico. O pior é que está quase todo mundo no mesmo barco, mas muitos não se dão nem ao trabalho de pensar a respeito, é quando atrocidades como essa acontecem.

      Num mundo tão vasto e com tanta informação, tão grande, a grande maioria vive sem o menor senso de realização. Accomplishment seria o termo mais adequado. Então se abre espaço pras pequenas vitórias, pros cinco reais, e nesse espaço as idiotices se proliferam.

      Sei lá. Divago. Espero que vc esteja certo.

      Um grande abraço e, mais uma vez, muito obrigado

  2. Fala meu caro, dei uma geral lá nos links do blog. Dei uma secada, uma selecionada e acrescentei o seu blog. Agora seu site vai bombar! …rsrs… vejo que estás numa fase “diálogos”. Interessante…

    Depois me conte de ontem.

    Abração.

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