Quem não sabe escrever, desenha

Doutor Divago e a efemeridade dos trocadilos infames

Conversava ontem com uma amiga sobre gatos, morros, músicas e afins…

Eis que me deparo com erros ou imprecisões na sentença acima. Conversar não foi exatamente o caso, estávamos a teclar. Também não foi ontem e sim hoje, a não ser que consideremos o fim do dia a hora em que se deita e que, conseqüentemente, ainda que com trema, o início coincida com o levantar. Os erros prosseguem em amiga, infelizmente o “ainda não” seria o mais adequado, mesmo que seja possível crer que num futuro próximo amiga se torne, assim espero. Por ora apenas conhecidos que simpatizam, com alguns (vários) gostos em comum.

Amiga, ou amigo, por vezes é uma simplificação, já que colega é comprido e por vezes pejorativo e companheiro possui conotações outras, por vezes indevidas. Em não se tratando de uma simplificação, pode ser o termo mais importante na vida de alguém, batendo de frente tanto etimologicamente quanto figurativamente com o luxo do termo referido em um post anterior, o termo amor. Mas os amigos, assim como o amor, morrem, às vezes ao mesmo tempo, como foi com os amigos Jujuba e Lelo. Nomes fictícios, por favor. Morreram quando uma terceira pessoa, que um dia havia respondido por amor, imprimiu uma pegada nas nádegas de um deles. Morreram os 3, amor e amigos. Dois permaneceram, já não eram mais nem Lelo nem Jujuba, haviam crescido, mas voltaram a morrer, como tudo na vida.

Divago.

Voltando à sentença, pode-se afirmar que a parte dos gatos é correta, ainda que imprecisa posto que cães também foram mencionados, assim como todos os outros quadrúpedes (s.i.c). Já o morro é segredo, nada a declarar. A esse respeito apenas, talvez, uma dica: não se trata de um problema social ou de uma construção geológica.

Música e afins procedem.

Divago?

Sigo nessa, essa paródia de Prosopopéia, ou presepada, que por vezes envereda o caminho do flerte fácil com a farsa fonética da aliteração, mais vil dos vícios, ruim rima rítmica da retórica rudimentar, de vexar o mais desavergonhado dos engenheiros, sejam eles do havaí ou de poa.

Divago.

Mas a conversa sobre gatos, morros, músicas e afins foi legal.

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Este post foi publicado em 08/01/2009 às 14:16. Ele está arquivado em Generic post e marcado . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

Uma opinião sobre “Doutor Divago e a efemeridade dos trocadilos infames

  1. Cuidado pra não dar beijo na boca, pois é a melhor forma de estrager uma amizade… pare, poxa, com aliterções a pampas, isso é panaquice e peleguice.

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