Homenagem ao José Serra?

•19/11/2009 • 2 Comentários
José Serra?

Pô, Zira! (hehehe, o íntimo, né?)

Não, é o Dom Hélder, mesmo… O Ziraldo não faria isso. E eu não consigo imaginar o Serra com uma criança na carcunda. Se bem que ano que vem é ano eleitoral, né?

Guaraviton!

•17/11/2009 • 4 Comentários

Guará Vuitton

Desce macio e reanima.

Divirtam-se!

•09/11/2009 • 2 Comentários

Quinta feira passada teve o primeiro encontro do projeto caneta, lente, pincel. E a minha imagem foi a mais votada! Vale dizer que as outras obras concorrentes estavam muito, MUITO BOAS!

Como resultado, essa ilustração aqui embaixo está aberta a quem quiser escrever inspirado nela e se apresentar no próximo encontro, que será no dia 8 de dezembro, terça feira, na Mem de Sá, 126, Lapa. Daí vai rolar a votação do melhor texto e ele vai ser publicado no site do caneta, além de prêmios, apostas e etc.

Evento CLP novembro

Naturalmente, pra não influenciar o texto de ninguém, não vou dar explicação nenhuma ou comentar nada a respeito dessa imagem.

 

Então, quem achar legal, prepara um texto e aparece lá no evento pra ler! E ganhar, porque não, né? 8 de dezembro

Novo post no Caneta!!!

•05/11/2009 • Deixe um comentário

Nova imagem no caneta lente e pincel.
Essa não é uma imagem inédita, é um quadro de uma história em quadrinhos (frase estranha) que eu fiz há uns 11 anos e que eu nunca terminei. A história envolvia uma trama sobre virada do milênio, anti-cristo e outras bizarrices. Mas eu sempre achei uma imagem muito bonita e enviei pro Saulo Arides (escritor da vez do caneta lente pincel), que criou o texto inspirado nela.
Que vida que a imagem ganhou. A mulher sem nome ganhou identidade, vida, família, foi trazida pros dias de hoje… Incrível mesmo. Reproduzo abaixoa imagem, mas vale conferir no caneta o texto (entre outras obras).

A minha imagem de novembro: clique na imagem pra ler o texto


Cartinha ao Papai Noel, digo, ao Sr. Designer Automotivo

•16/10/2009 • 2 Comentários

Querido Sr. Designer Automotivo,

Fui um menino razoavelmente bom durante o ano, fiz as minhas refeições, tirei boas notas e fui bonzinho com o papai e com a mamãe.

Gostaria então de pedir de presente um bloqueador de buzina, que fosse instalado em todos os carros, de forma compulsória. Explico: Qualquer buzina, se pressionada durante mais de 2 segundos automaticamente se desliga. Entra em ação um timer, que só permite que ela volte a funcionar dentro de 28 segundos, garantindo assim 30 segundos de paz aos pedestres que são obrigados a conviver com esses espiritos-de-porco que SENTAM A MÃO na buzina pra expressar desagrado, indignação ou pura macheza mal-direcionada (isso inclui as motoristas, também).

Obrigado, Sr. Designer Automotivo.
Marcelo Damm

O Escafandrista e o Canário

•14/10/2009 • 3 Comentários
O Escafandrista e o Canário

O Escafandrista e o Canário (clique na imagem pra ampliar)

A minha mais nova piração, nessa minha fase náutica.

A simples idéia de um escafandrista me assusta, é uma espécie de “Homem da máscara de Ferro”, só que com o oceano inteiro sobre a sua cabeça… A idéia original era fazer algo nessa linha, mas achei muito pesado, resolvi pôr um pouco de mágica. Porque não, né?

Qualquer dia eu posto um making of dessa maluquice.

(ah, eu realmente demorei uma semana fazendo essa imagem, daí a ausência desse pobre blogue… mas valeu a pena!!!)

Untitled

•05/10/2009 • 1 Comentário
Untitled, minha contribuição pra sétima rodada do Caneta

Untitled, minha contribuição pra sétima rodada do Caneta

E eu não canso de me impressionar com o Caneta, Lente e Pincel. Aí em cima é a imagem que eu enviei pro Alberto de Lima, poeta e escritor.

Agora olhem o que texto inacreditável que ele escreveu inspirado na minha imagem: Obrigado, meu caro!

Eles Chegaram em uma tarde rubra; as nuvens pegavam fogo.

Aprendi a pescar com meu pai, que aprendeu como o pai dele, que aprendeu com o dele, e assim por diante, até a cabeça doer com tanta lembrança de pai.

Meus outros professores foram o mar e o vento.

O mar era aquela coisa de doido; ora manso e generoso – tanto peixe que a canoa chegava quase a virar -, ora bravio – de forma que a canoa virava de qualquer modo mesmo. Já o vento, conduzia nossos pequenos veleiros, quando a necessidade nos levava mais longe. Às vezes, mar e vento se juntavam e era cada onda que a gente só ficava na areia, as tarrafas guardadas, abestalhados.

Muita vez, nas ignorâncias da juventude, não dava atenção aos sinais. Partia sozinho, no enfrentamento de raios e tufão. Chegando em casa era aquela surra de mãe – pai ficava no balanço da cadeira, com um sorriso matreiro, de cachimbo na boca. Mãe ainda dizia: “Acuda, minha Nossa Senhora, que esse minino ainda me mata!”. À noite, enquanto sonhava, me dava um beijo. E sorria.

Se foram em uma sexta-feira da Paixão. Por quarenta dias me retirei; remos em punhos. Alguns golfinhos e aves vinham me visitar, percebendo minha tristeza, pois tem muito bicho mais esperto e sensível que muito homem.

Superado o luto, voltei à vida de mar e peixe. Construí canoa e dei a ela o nome Gratidão, em homenagem aos velhos. Casei, tive filhas – duas sereiazinhas – e fui capitão de barco – o melhor que já existiu na vila.

O tempo foi assim passando. O sol deixando suas marcas na pele.

Até aquela tarde rubra, quando eles chegaram.

À bordo de Gratidão, vi o estranho barco surgir dentre as nuvens e pousar a meu lado. Olhei em volta, em busca de ajuda, mas ninguém me via.

Por um bom tempo ficamos ali; eu numa curiosidade só, o barco-balão a me encarar.

Foi quando uma visão na janela da embarcação me fez remar ao seu encontro. Os pescadores ao longe sorriam – vai ver, era uma boa história de pescador -, alheios ao que se sucedia em volta.

Na janela da nau, meus velhos também sorriam, a me esperar.

Texto por: Alberto de Lima, inspirado na imagem.

Protesto!!! Proteste!!!

•23/09/2009 • 2 Comentários

Você vê algo de errado nessa foto?

Nada? Nadinha?

Nada? Nadinha?

Talvez isso ajude:

E agora, José?

Banquinho fantasma pergunta: "Mamãe, gente existe?"

Em uma bela e aprazível noite, ainda que um tanto chuvosa, flanava eu, Doutor Oswald Zoronozov, pelo chamado Baixo Gávea quando me deparei com esse absurdo. Roubaram os 3 banquinhos onde os jovens costumavam se reunir em acaloradas noites tropicais. Não que eu me importe com os jovens, essas marionetes pré programadas para satisfazer suas próprias vontades, mas me sinto impelido a denunciar o abuso!!! Quer tenha sido pelas mãos de ladrões ou de pms, síndicos ou prefeitos, 3 pobres banquinhos inocentes e indefesos tiveram sua existência ceifada semana passada. Essa cidade, realmente está ficando cada vez mais violenta. Uma profunda perda na alma carioca.

Sim, sim!!!

E digo mais, meus caros!!! Reparem bem no buraco deixado pelos pobres banquinhos. Reparem bem!!! Sem dúvida é obra dos INTRA-TERRESTRES!!! Sim, eles mal tamparam o buraco, aquelas criaturas repugnantes!!! Mas eu, Doutor Oswald Zoronozov, único conhecedor do conlúio entre os intras e os poderes estabelecidos hei de ser ouvido!!! Sim, serei!!!

Mas sou um homem pró-ativo (e espada! Pro passivo, pedras!), já viajei o mundo, conheço cada segredo de cada recôndito desse globo, invertido globo… Não, não ficarei apenas reclamando!

Proponho abaixo soluções para essa afronta ao espaço público perpetrada na calada da noite.

A primeira, naturalmente, seria os próprios jovens que ali fornicam e cheiram maconha se embuírem de um espírito colaborativo e, de posse de tijolos e cimento, reconstruirem os pobres assentos. Ilustro:

O banquinho ressurge das entranhas da terra!!!

Solução 1: O banquinho ressurge das entranhas da terra!!!

Uma segunda opção seria uma espécie de homenagem póstuma a esses grandes bancos que tantos serviços prestaram à cidade durante tantos anos. Veja abaixo:

Solução 2: Descansem em paz, banquinhos

Solução 2: Descansem em paz, banquinhos

A terceira solução seria mais indicada à população soteropolitana, mas ainda assim válida, como vocês podem notar:

Mas essa cerveja me dá uma canseira...

Mas essa cerveja me dá uma canseira...

Como sou um senhor sempre disposto a ajudar o desenvolvimento da cidade, incansável, proponho uma última alternativa, sem dúvida a melhor de todas. Dia desses passeava com minha esposa pelo museu de arte moderna do rio de janeiro, quando vi na loja anexa, conhecida como Novo Desenho esses simpáticos pufes à venda e  creio que eles seriam uma alternativa digna à falta que os banquinhos farão.

Solução nº4: Simpáticos esses morrinhos, não?

Solução nº4: Simpáticos esses morrinhos, não?

Sim, sim, eu sei que parece estranho, mas na verdade é apenas uma forma de demonstrar minha generosidade, mostrar que não sou preconceituoso! Ora! Esse pufe deve ser feito por designeres, de onde se conclui que deve ter sido feito por uns veados. Demonstro assim minha suprema machesa ao provar que não sou homófobo, pois homofobia é medo, e medo é coisa de veado! Enfim, caguei! BWWAAAAAHAHAHAHAAH!!!

Sim, sim, jovens! Mãos à obra! Protestem! Protestemos!!!

Me despeço

Doutor Oswald Zoronozov

Sobre o Twitter

•10/09/2009 • 1 Comentário

“A autoridade amplia o número de seguidores, mas no mundo de fins incertos e cronicamente subdeterminados, é o número de seguidores que faz – que é – a autoridade.”

Zygmunt Bauman

Pois é. Bauman escreveu isso em 2000 em seu Modernidade Líquida, anos antes do twitter. Ainda que retirado de contexto, me pareceu uma bela metáfora sobre o que é o mundo de hoje, em termos de redes sociais (orkut, facebook, linkedin e um zilhão de outras) e sobre hierarquia, seguidores (ou, no caso do twitter, “followers”) e a estranha importância que tem sido dada pra isso hoje em dia.

Eu sou um merda no twitter. Surreal pensar que isso sequer tenha alguma relevância (adianto logo, na minha opinião não tem), mas devo ter uns 3 followers e devo follow uma meia dúzia de pessoas ou entidades. Dizer follow chega a ser ridículo, porque eu não entro naquela coisa nunca, então eu devo aparecer como mais uma figurinha na coleção de followers dessa meia dúzia de pessoas.

Sou uma espécie de tuiteiro de terceira viagem. Já foram 3 tentativas de tentar gostar daquilo, tentar entender o que diabos tem de tão interessante naquela corredeira de letras em que minha tela se torna quando eu entro nele, naquele scroll infinito de mensagens curtas. Nessa minha última frase já se pode detectar dois motivos pelos quais eu não consigo me identificar com o tuiter.

Primeiro, mensagens curtas. Por que, meu Deus? Por que esse abusivo estímulo à preguiça de escrever, porquê esse incentivo ao estupro do português ao tentar confinar uma idéia a 140 (160, sei lá) caracteres? Desenvolver idéias? Pra que, né?

O segundo motivo é a corredeira. Sério, a tela parece um rio desvairado de letras correndo pra baixo. Daí eu retorno ao desenvolver idéias. Como é que vc sequer vai pensar em desenvolver uma idéia se daqui a dez minutos aquele fragmento de idéia que surgiu ali já tá suplantado por 17 outros links, 25 piadinhas e outros 42 copy/pastes?

O facebook é a mesma coisa.

Enfim, tudo isso é pra dizer que eu tô de volta ao blog. Sem pressa nem pressão. Sem ficar querendo postar conto, (se sair um eu eventualmente até posto), sem querer ficar botando desenho. Meu espaço. escrever umas besteiras que eu penso. De vez em quando. Quem quiser ler, fique à vontade.

Dadinho é o Caralho!!!

•04/09/2009 • Deixe um comentário

Esse é o último texto que eu recebi pro Caneta, lente e pincel. A exemplo do Engatilhado, recebi o texto e criei a imagem inspirada nele.

Curti. Texto corajoso e engraçado, meio soco na boca do estômago, mas deu pra ter idéias ótimas. Saiu essa imagem aí de baixo, que dá pra clicar e ver em tamanho original aqui.

(a inspiração é óbvia, né?)

Enfim…

“Devemos matá-lo”.

Quase nada fazia sentido, quando ouvi essa frase, já de mãos amarradas e olhos vendados. Amaldiçoei o momento em que fora convidado a participar daquele blog. Na época tudo não parecera mais do que uma simples brincadeira, um divertimento para as horas de tédio.

O convite havia partido de um sujeito chamado Pierre, um poderoso advogado que trabalhava para uma Sociedade Anônima localizada perto do bairro boêmio da Lapa. Além de causídico, Pierre, era um poeta bissexto, que buscava firmar-se como artista de renome. Estávamos bebendo no restaurante Nova Igreja, em uma noite quente, quando ele sugeriu que eu participasse de um obscuro blog coletivo chamado “Transmutação”. A premissa era  a seguinte: mensalmente, textos de autores participantes seriam vertidos em obras de artes visuais, como fotografias, pinturas, desenhos. Em outro momento, ocorreria a criação inversa..  A princípio, achei que era uma idéia (com acento ainda)  muito boa e eu poderia exercitar a prática de contos fantásticos, tema de que gosto muito.

Comecei a desconfiar de que algo estava errado, depois de muitos meses de ativa participação, quando um dos meus contos, chamado “ A menina”, fora anexado a um foto de um corpo em decomposição. A autora da fotografia, uma jovem chamada Lívia, disse-me que um trabalho artístico único de singular criatividade.

Depois tudo tomou um rumo inesperado. Pierre me ligava quase diariamente, perguntando como estava minha produção literária. Me mandava e-mails dizendo que eu atrasara a postagem em alguns dias. Por fim, proibiu a entrada de outros participantes, alegando que uma fraternidade deveria ser exclusiva.

Talvez tenha sido no final da primavera que me afastei inesperadamente do blog Transmutações. Encontrava-me enfermo e padecia de um mal repentino que os médicos alegavam ser uma doença desconhecida. Julgava-me, entretanto, amaldiçoado.

Ao retornar do trabalho, quando passava pelo Districto Rio Branco, fui surpreendido por uma voz feminina oriunda de um beco: “Você está vinte e dois dias atrasado. Vinte dois”. A mulher que me dizia tais palavras segurava um pequeno revólver e, logo em seguida, mandou que eu entrasse em carro na esquina.

Fui levado pra um espécie de porão onde meus olhos foram vendados e minhas mãos amarradas. Algumas horas depois, um tipo de julgamento começava. Era acusado de não entregar os textos no momento certo, não participar das festividades onde se bebia sangue, de não almejar profissionalismo como artista. A sentença daquele tribunal de exceção era previsível.

Todavia, antes de ser morto, meus colegas do “Trasmutação”, falaram que eu teria a oportunidade de escrever um derradeiro texto pra eternizar  minha qualidade como prosador.

Qualidade como prosador? Eu quero é ter direto a última refeição!

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